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Polícia Civil cumpre mandado de busca na casa de Professora Maria do Carmo em Manaus

Diligência ocorre após o TJAM derrubar liminar que barrava a medida. Inquérito apura a divulgação e a manipulação, nas redes sociais, de imagens da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD)

Redação Portal Zona Franca — Manaus | 6 de novembro de 2026

Agentes da Polícia Civil do Amazonas estiveram na manhã desta sexta-feira (6) na residência da ex-candidata ao governo do Estado Professora Maria do Carmo (PL), no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus, para cumprir um mandado de busca e apreensão. A ação integra a investigação que apura a circulação de imagens manipuladas da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD) em perfis nas redes sociais.

A diligência só foi possível depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogou a liminar que mantinha a ordem suspensa. Assinada pelo desembargador Paulo Feitoza, a decisão devolveu à polícia a autorização para realizar as buscas no endereço da investigada.

O inquérito tem como foco possíveis crimes tipificados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e está a cargo da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Caso ganhou força após discurso da vitória

O episódio passou a ter grande repercussão depois que Omar Aziz, em seu primeiro pronunciamento como governador eleito, condenou os ataques pessoais direcionados à filha e anunciou que levaria os responsáveis à Justiça.

Procurada, a defesa de Maria do Carmo ainda não se manifestou. Segundo informações apuradas pelo g1, um advogado que acompanhava a diligência no imóvel disse que só vai comentar o caso ao fim dos trabalhos da polícia. O Portal Zona Franca segue aberto para o posicionamento da ex-candidata.

Idas e vindas na Justiça

A ordem de busca e apreensão havia sido concedida ainda durante a fase inicial da investigação. Em 29 de outubro, policiais realizaram diligências em endereços que seriam ligados à campanha de Maria do Carmo. Na época, a então candidata negou ter sido alvo da operação.

Um dia depois, em 30 de outubro, uma decisão liminar suspendeu provisoriamente a medida em relação à ex-candidata. Os advogados argumentaram que ela havia se apresentado por conta própria à delegacia, colocando-se à disposição das autoridades e oferecendo, inclusive, a entrega voluntária de seus aparelhos eletrônicos.

Ao derrubar a liminar, o desembargador Paulo Feitoza entendeu que a busca era indispensável para resguardar provas digitais, que correriam o risco de ser apagadas ou alteradas.

O mérito do habeas corpus apresentado pela defesa ainda não foi julgado. A decisão que restabeleceu a busca e apreensão não encerra a análise do pedido.

Reforço na investigação

Desde quarta-feira (4), o inquérito conta com o delegado Marcelo Martins, designado pela Delegacia Geral da Polícia Civil. Sem deixar a titularidade do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ele passou a integrar a equipe da Depca responsável pelas apurações.

Com informações do g1 Amazonas.

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