POR DENTRO DA ZONA FRANCA

Indústria de Manaus fatura quase R$ 143 bilhões em sete meses e sustenta mais de 130 mil empregos

Bens de informática, duas rodas e eletroeletrônicos concentram mais da metade das receitas do Polo Industrial; brinquedos, bebidas e termoplásticos puxam a expansão no ano

O Polo Industrial de Manaus (PIM) chegou ao fim de julho com faturamento acumulado de R$ 142,98 bilhões, valor que corresponde a US$ 27,71 bilhões. O resultado, divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), confirma a trajetória de crescimento do parque fabril amazonense ao longo de 2026 e vem acompanhado de indicadores positivos também no mercado de trabalho e na produção de bens de consumo.

Ritmo de R$ 20 bilhões por mês

Distribuído pelos sete primeiros meses do ano, o desempenho equivale a uma média aproximada de R$ 20,4 bilhões em receitas a cada mês. O volume reforça o peso do PIM como um dos principais centros industriais do país e como motor da economia do Amazonas, com reflexos diretos na arrecadação, no comércio e na cadeia de serviços da região.

Emprego acima da média em julho

O mercado de trabalho acompanhou o bom momento. Entre janeiro e julho, as indústrias instaladas no polo mantiveram, em média, 131.197 empregos diretos por mês. Em julho, o contingente somando mão de obra efetiva, temporária e terceirizada alcançou 132.596 trabalhadores, quase 1,4 mil postos acima da média do período, sinal de que a demanda por mão de obra seguiu aquecida no meio do ano.

Três segmentos respondem por mais da metade das receitas

A composição do faturamento mostra uma base industrial diversificada, mas com forte concentração em alguns setores. Bens de Informática lideram, com 21,86% das receitas do PIM, seguidos por Duas Rodas (19,77%) e Eletroeletrônico (15,43%). Juntos, os três respondem por pouco mais de 57% de tudo o que o polo faturou no período.

Completam a lista dos maiores participantes os subsetores Químico (10,91%), Termoplástico (10,67%), Metalúrgico (8,92%) e Mecânico (6,57%). Somados, esses sete segmentos concentram cerca de 94% do faturamento global do PIM.

Brinquedos, bebidas e termoplásticos aceleram

Quando o critério é o ritmo de crescimento, o destaque vai para setores de menor porte. O segmento de Brinquedos registrou a maior alta percentual no acumulado de janeiro a julho, com avanço de 46,97%. Na sequência aparecem Bebidas, com crescimento de 37,07%, e Termoplástico, que expandiu 32,19%.

O desempenho do Termoplástico merece atenção especial: além de figurar entre os que mais cresceram, o subsetor já responde por mais de um décimo das receitas do polo, o que indica ganho de relevância dentro da matriz industrial de Manaus.

Linha de produção: motos e celulares em destaque

No chão de fábrica, as motocicletas, motonetas e ciclomotores seguem como um dos carros-chefes do PIM. Foram 1.359.120 unidades produzidas entre janeiro e julho, uma média de cerca de 194 mil veículos por mês, resultado que sustenta a posição de destaque do segmento Duas Rodas no faturamento.

A fabricação de telefones celulares somou 7.154.014 unidades, alta de 8,67% no período. Entre os eletroeletrônicos, os fornos micro-ondas chegaram a 3.187.933 unidades, com crescimento de 14,28%, e os home theaters alcançaram 29.694 unidades, avanço de 23,42%.

Suframa mira novos investimentos

Para o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os números acumulados até julho evidenciam a solidez e o potencial de expansão do modelo. Ele ressalta, porém, que o foco da autarquia está em ampliar os resultados, com atração de investimentos, modernização de processos e criação de condições para a chegada de novas indústrias.

“Os números mostram um Polo Industrial de Manaus cada vez mais forte, competitivo e preparado para novos ciclos de crescimento. Estamos falando de mais de R$ 142 bilhões em faturamento, com mais de 132 mil trabalhadores diretamente empregados em julho e uma produção que avança em diferentes segmentos. Mas, para nós, tão importante quanto celebrar esses resultados é trabalhar para ampliá-los. A Suframa está empenhada em atrair novos investimentos, modernizar seus processos e criar as condições necessárias para que novas indústrias se instalem na região. Fortalecer o PIM significa gerar emprego, renda, tecnologia e oportunidades na Amazônia e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento e a competitividade do Brasil”, afirmou Montenegro.

Receba mensagem no WhatsApp