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“A Zona Franca vai crescer 30%”: superintendente revela boom de fábricas e defende o modelo amazônico para o Brasil

Por: Portal Zona Franca  |  Fonte: Suframa / Cieam  |  Junho de 2026

A aprovação da Reforma Tributária com a manutenção plena dos incentivos da Zona Franca de Manaus não foi uma concessão — foi conquista. O resultado de uma mobilização sem precedentes dos parlamentares amazonenses, que transformaram o Congresso Nacional em trincheira em defesa do único modelo industrial respaldado pela Constituição Federal.

À frente dessa batalha estiveram os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga, o senador Plínio Valério e todos os deputados federais do Amazonas, que garantiram que a ZFM emergisse da reforma não apenas intacta, mas com um novo e poderoso instrumento de competitividade: os créditos tributários vinculados ao IBS e à CBS.

Enquanto outros estados perderam seus benefícios fiscais — extintos pelo novo sistema até 2032 — o Amazonas saiu do processo legislativo com sua proteção constitucional reafirmada e novos mecanismos de atração industrial na mão.

OS NÚMEROS

200 novas fábricas: o boom de investimentos que a ZFM está vivendo

Os dados são da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus): o polo industrial, que conta hoje com cerca de 600 empresas, deverá crescer 30% nos próximos três anos, com mais de 200 novos projetos já aprovados para instalação na região.

O crescimento é transversal: eletroeletrônicos, motocicletas e ar-condicionado seguem como pilares do polo, mas o segmento de medicamentos desponta como a grande novidade. De uma única fábrica em 2025, a ZFM hoje conta com mais de seis projetos aprovados no setor farmacêutico — um caminho natural para a industrialização da biodiversidade amazônica.

COMO FUNCIONA

O novo modelo: créditos que tornam o produto amazonense ainda mais competitivo

Com a extinção do PIS, Cofins e IPI para a maioria dos produtos industrializados, novos tributos entram em cena: o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Para compensar e ampliar a competitividade da ZFM, foram criados créditos tributários vinculados a esses novos impostos.

Na prática, uma empresa poderá produzir componentes em Manaus, aproveitar os créditos, e finalizar a fabricação em outros estados — obtendo um produto final com custo menor e competitividade maior no mercado.

PONTO DE VISTA

Fiesp recorre ao Judiciário: ‘inconformismo com o resultado democrático’

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) questiona na Justiça os incentivos fiscais da Zona Franca, alegando que o diferencial competitivo pode estimular a migração de indústrias para o Amazonas. A resposta do setor produtivo amazonense é direta e embasada.

Para Jeanete Portela, do Conselho Superior do Cieam, a estratégia da Fiesp de recorrer ao Judiciário repete um padrão histórico: usar o aparato legal para semear insegurança jurídica em torno de empreendimentos na região — com argumentos que historicamente têm pouca ou nenhuma chance de êxito.

Os números reforçam o argumento: o Amazonas representa apenas 2% do PIB industrial brasileiro e 0,66% dos estabelecimentos do setor no país. Mesmo com crescimento expressivo, não há qualquer possibilidade real de desindustrialização das demais regiões.

Além disso, São Paulo é o principal beneficiário indireto da ZFM: mais de R$ 35 bilhões por ano em insumos são comprados pela Zona Franca de fornecedores paulistas — valor superior ao total importado do exterior. Contestar a ZFM é, em última análise, contestar uma cadeia que abastece a própria indústria de São Paulo.

AMAZÔNIA & FUTURO

A Zona Franca que o Brasil precisa: tecnológica, sustentável e amazônica

A Zona Franca de Manaus não é apenas um polo fabril — é o principal instrumento de política ambiental da Amazônia. Ao longo de décadas, o modelo industrial ajudou a afastar atividades econômicas predatórias da floresta, oferecendo uma alternativa econômica sustentável para milhões de pessoas.

Com a reforma, o superintendente Leopoldo Montenegro aponta para o horizonte: a ZFM precisará ser mais tecnológica, mais sustentável e mais produtiva. A chegada do segmento farmacêutico e a industrialização de insumos da biodiversidade amazônica apontam nessa direção.

Com proteção constitucional garantida até 2073, a Zona Franca chega a esta nova fase mais sólida do que nunca — com a chancela do Congresso, novos investidores na fila e a convicção de que a Amazônia é a maior potência produtiva do século 21.

Portal Zona Franca · Cobertura especializada na economia do Polo Industrial de Manaus e da Amazônia

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