EUA e Brasil definem juros nesta Superquarta com mercado ainda atento a sinais de trégua no Oriente Médio
Decisão deve manter taxas inalteradas pelo Fed e trazer corte de 0,25 p.p. pelo Copom; foco do mercado está nos comunicados das autoridades monetárias

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam nesta quarta-feira (17) suas decisões de política monetária em um cenário ainda marcado por inflação pressionada e cautela diante do quadro geopolítico no Oriente Médio.
Apesar de sinais recentes de avanço nas negociações entre Washington e Teerã terem trazido algum alívio aos preços do petróleo nas últimas semanas, a falta de garantias sobre a duração desse cenário mantém os bancos centrais em posição defensiva, e a perspectiva para as decisões desta Superquarta segue praticamente inalterada.
No Brasil, a expectativa majoritária do mercado é de que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, dando sequência ao processo gradual de flexibilização iniciado nos primeiros meses do ano. Já nos Estados Unidos, as apostas seguem concentradas na manutenção da taxa do Fed na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, mesmo nível mantido desde o corte promovido em dezembro de 2025.
Analistas reforçam que, mais do que as decisões em si, o foco do mercado está nos comunicados das autoridades monetárias e nos sinais sobre os próximos passos da política de juros em ambos os países.
Em ambos os países, a inflação segue rodando acima da meta, e o cenário fiscal e geopolítico tem dificultado uma trajetória mais clara de cortes. No Brasil, a principal dúvida entre os economistas é se o corte esperado hoje deve marcar o início do fim do atual ciclo de flexibilização monetária, com parte do mercado já apostando em uma pausa nas próximas reuniões diante da resiliência da atividade econômica e da deterioração das expectativas de inflação.
