Manaus

Reino Unido da Liberdade relança Ala de Compositores e abre espaço para novos talentos do samba manauara

Na tarde do dia 4 de junho de 2026, o barracão da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade foi palco de um momento que ficará marcado na história do carnaval de Manaus: a refundação oficial de sua Ala de Compositores. À frente do movimento, o compositor e sambista Bosco Saraiva conduziu o encontro que reuniu os principais nomes responsáveis por construir, verso a verso, a identidade musical da agremiação do Morro da Liberdade.

Participaram da reunião histórica os compositores Jorge Halen, Carlos Nascimento, João Guilherme, Judson Sicsú, Arnoldo Cabral, Adelino Aquino, Zé Mario, Jackson Sicsú, Gilson Nogueira, Madureira, Luciano Sá, Fabio Soldado, William Pimentel, Alexandre Pimentel e Mestre Kalama — um coletivo que carrega décadas de amor e dedicação à escola.

Exclusividade como gesto de pertencimento

A reunião definiu as diretrizes que passarão a reger o trabalho da Ala. O recado central é direto: a Reino Unido quer compositores comprometidos com a escola. Por isso, quem integrar a Ala não poderá inscrever sambas-enredo em outras agremiações do Grupo Especial de Manaus.

A regra, porém, não amarra o artista. Após participarem da etapa de apresentação de composições na Reino Unido, os membros ficam livres para criar em escolas de outros grupos, blocos e bandas carnavalescas. O samba é livre — mas o primeiro ato de amor é com o Morro da Liberdade.

As novas diretrizes já valem a partir de 1º de julho, com impacto direto no processo de escolha do samba-enredo para o próximo Carnaval.

Porta aberta para novos compositores

Junho e julho são meses de acolhimento na Reino Unido. As inscrições para novos membros da Ala de Compositores estão abertas até o dia 30 de julho, e qualquer apaixonado pelo samba pode se candidatar.

Mas há um ritual de entrada: o candidato precisa apresentar um samba em exaltação à escola. É a prova de amor, o passaporte que abre as portas do grupo. Assim, quem chega já chega cantando para a Reino Unido — e encontra nos compositores veteranos a inspiração para criar grandes obras do samba manauara.

No dia 1º de agosto, a Ala será oficialmente encerrada para novas adesões, com uma cerimônia especial que reunirá os membros antigos e os recém-chegados para marcar o início de um novo capítulo na história da escola.

Bosco Saraiva: tradição que prepara o futuro

“Nós estamos, na verdade, preparando o futuro da nossa escola de samba”, declarou Bosco Saraiva ao explicar o sentido do movimento. Para ele, refundar a Ala é resgatar um valor que fazia parte da tradição da escola. “É uma retomada da tradição antiga, que era fechar a Ala”, afirmou o sambista.

A proposta vai além de organizar quem canta para qual agremiação. O objetivo é criar um ambiente onde novas vozes do Morro da Liberdade e adjacências possam crescer ao lado de nomes como Chocolate, Gilson Nogueira, Mestre Arnoldo, Carlão e Sicsú — compositores que carregam décadas de história no peito. Dessa convivência entre gerações, a expectativa é que surjam sambas mais ricos, mais identitários, mais Reino Unido.

“Melhorar e especialmente oportunizar novos compositores do Morro da Liberdade e adjacências que são amantes da Reino Unido. Amor e paixão pela escola” — essa é a força que move o grupo.

SERVIÇO

Inscrições para novos membros da Ala de Compositores: até 30 de julho de 2026

Lançamento oficial da nova Ala: 1º de agosto de 2026

Escola de Samba Reino Unido da Liberdade — Morro da Liberdade, Manaus/AM

Fonte: Bosco Saraiva, compositor e líder da Ala de Compositores

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