Suframa desembarca no Amapá com R$ 1,58 bilhão em crédito na mesa e promessa de reinventar a economia da fronteira
Em sua primeira missão à frente da autarquia, o novo superintendente Leopoldo Montenegro marca território no Museu Sacaca com uma jornada que transforma retórica em instrumentos concretos de desenvolvimento — do FNO à bioinovação, do cadastro à exportação incentivada

MACAPÁ (AP) — Dinheiro disponível, ferramentas explicadas e especialistas frente a frente com quem produz e empreende no estado mais florestal do Brasil. Foi com essa proposta que a Suframa realizou, nesta quinta-feira (23), a Jornada de Desenvolvimento e Integração do Amapá, no Museu Sacaca, zona Sul de Macapá — e o evento carrega um peso simbólico particular: é a primeira grande ação regional do novo superintendente Leopoldo Montenegro à frente da autarquia.
A tarde começou com um recado direto do superintendente-adjunto Executivo, Luiz Frederico Aguiar: a Suframa não saiu do Amapá. “Estamos aqui para orientar e facilitar o acesso a essas ferramentas”, disse Aguiar, lembrando que servidores da autarquia seguem atuando em Macapá por meio da Área de Livre Comércio (ALC) de Macapá-Santana.

O bilhão que poucos conheciam
O número que parou a sala veio do Banco da Amazônia. O gerente Luís Otávio Moraes revelou que o Basa disponibiliza, só para o Amapá em 2026, R$ 1,085 bilhão pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) — mais R$ 500 milhões em crédito comercial. “Em 2025, conseguimos atender 100% dos municípios do Amapá. Nossa meta é repetir esse desempenho em 2026”, afirmou o gerente. Além do FNO, a carteira inclui BNDES, poupança rural, LCA, Fundo da Marinha Mercante e o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia.
Da política nacional ao chão do Amapá
Kleber Mourão, assessor da Sudam, apresentou a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e suas diretrizes para o crescimento da Amazônia. Encerrando o ciclo de palestras, a analista Maria Thereza Alves, da Suframa, defendeu um modelo de desenvolvimento ancorado nos ativos da floresta: patentes, marcas coletivas e indicações geográficas como vetores de valor para a bioeconomia amazônica.

Oficinas: da teoria à assinatura do contrato
O diferencial da jornada foi colocar especialistas para ensinar o passo a passo. O economista Jessé Rodrigues desmistificou os incentivos fiscais das ALCs. A agente Glaucianne Brito guiou o público pelo cadastro, pela compra nacional e pela importação incentivada. E a coordenadora-geral Yeda Ivina Aquino fechou o dia ensinando como transformar matéria-prima regional em projeto aprovável — conectando floresta, cadeia produtiva e política pública num único roteiro prático.
A jornada sinaliza o estilo que Leopoldo Montenegro parece querer imprimir à sua gestão: presença territorial, tradução de política em linguagem de negócios e a aposta de que desenvolvimento regional se faz, também, explicando como acessar o que já existe.
Cobertura: Assessoria de Comunicação da Suframa | Edição jornalística
