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Brasil

Ex-presidente Bolsonaro retorna à custódia da PF após alta hospitalar e três cirurgias

Ministro Alexandre de Moraes rejeitou pedido de prisão domiciliar alegando ausência de agravamento clínico; Bolsonaro passou por procedimentos para tratar complicações relacionadas a soluços persistentes

Foto:Nathália Sarmento(Poder 360)

Alta hospitalar e retorno à custódia

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta quinta-feira (1º) e retornou à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para continuar cumprindo sua pena. A saída do hospital DF Star, onde esteve internado desde 24 de dezembro, ocorreu no final da tarde.

Histórico da internação e procedimentos realizados

Bolsonaro foi hospitalizado inicialmente para uma cirurgia de hérnia, mas apresentou complicações durante a recuperação. O ex-presidente enfrentou picos de hipertensão e crises persistentes de soluço, o que levou a equipe médica a realizar três intervenções cirúrgicas adicionais nos dias 27, 29 e 30 de dezembro.

O último boletim médico, divulgado na quarta-feira (31), apontou a persistência de esofagite e gastrite após endoscopia. Bolsonaro segue tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, realiza fisioterapia respiratória e utiliza CPAP noturno, além de medidas preventivas contra trombose.

Decisão judicial e orientações médicas

A defesa de Bolsonaro solicitou que ele cumprisse prisão domiciliar após a alta, alegando risco de agravamento do quadro de saúde. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido.

Em sua decisão, Moraes afirmou que não houve deterioração da condição clínica, mas sim melhora dos desconfortos após as cirurgias. O ministro destacou que a Superintendência da PF oferece condições adequadas para o tratamento, incluindo plantão médico 24 horas, acesso integral de médicos particulares e entrega de refeições preparadas por familiares.

Bolsonaro recebeu orientações de autocuidado, como alimentação fracionada e repouso adequado para evitar refluxo. Durante a internação, o ex-presidente solicitou medicação antidepressiva, que passou a ser administrada pela equipe médica.

Contexto da prisão e condições de custódia

O ex-presidente cumpre pena desde 22 de novembro, quando foi transferido para a sede da PF após violar as condições da tornozeleira eletrônica. Anteriormente, estava em prisão domiciliar. A condenação está relacionada à participação em uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

Na superintendência da PF, Bolsonaro permanece em uma cela individual de 12 m², equipada com televisão, ar-condicionado, banheiro privativo e escrivaninha, sem contato com outros detentos. As visitas são restritas e necessitam de autorização prévia de Moraes, com exceção de advogados e médicos. Até o momento, recebeu visitas da esposa Michelle Bolsonaro e dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan.

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