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Omar Aziz liderou todos os cenários do IPEN e abre frente na corrida pelo governo do Amazonas em 2026

Pesquisa IPEN/Grupo G6 mostra senador à frente nas intenções de voto na capital e no interior, com chance de vitória no 1º turno sem David Almeida e cenário mais equilibrado quando o prefeito de Manaus entra na disputa.

O senador Omar Aziz (PSD) aparece na liderança em todos os cenários testados pela nova pesquisa do Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN), contratado pelo consórcio de portais G6, tanto na capital quanto no interior do Amazonas, consolidando-se como favorito para a disputa pelo governo em 2026. Os números mostram que a única disputa realmente competitiva se dá quando o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), entra no jogo, o que trava a chance de vitória de Omar já no primeiro turno.​

Metodologia e contexto

A pesquisa IPEN encomendada pelo Grupo G6(Amazonas Atual, Portal Único, Portal do Marcos Santos, BNC Amazonas, Blog do Hiel Levy e Portal do Mário Adolfo) reuniu cerca de 1,5 mil participantes em Manaus e em 11 ou 12 municípios do interior, com margem de erro em torno de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento trabalha com cenários espontâneos e estimulados para a eleição de 2026 ao governo do Amazonas, reportando os dados da capital e do interior.​

Cenários estimulados principais

Nos cenários estimulados em que Omar enfrenta Maria do Carmo Seffair (PL) e Tadeu de Souza (Avante), o senador aparece com folga na dianteira, com algo em torno de 45% a 47% das intenções de voto, contra índices próximos a 18% a 23% de Maria do Carmo e na faixa de 6% a 7% de Tadeu. Nessa configuração, a soma de brancos, nulos e indecisos ainda é relevante, mas a projeção em votos válidos indica possibilidade real de vitória de Omar já no primeiro turno.​

Quando o cenário inclui o prefeito David Almeida, Omar mantém a liderança, mas a vantagem diminui, ficando na casa de 33% a 36%, com David aparecendo na faixa de 24% a 26% e Maria do Carmo entre 17% e 19%. Nessa hipótese, a pesquisa aponta um quadro mais competitivo, em que a tendência é de segundo turno entre Omar e David, com Maria do Carmo em terceiro lugar.​

Interior Capital x

Os dados regionais indicam que Omar Aziz tem desempenho mais robusto no interior do que em Manaus, chegando a superar 55% das intenções de voto em alguns cenários interioranos, enquanto na capital seus índices giram em torno de 30% a pouco menos de 40%. Já Maria do Carmo tende a apresentar melhor desempenho em Manaus do que no interior, liderando ou encostando em alguns recortes urbanos, mas ficando bem abaixo de Omar entre os representantes do interior. No levantamento Ipen/Grupo6,David Almeida, por sua vez, mostra um perfil mais competitivo, com números moderados na capital e nos municípios, o que lhe garante potencial concorrencia num segundo turno, mas ainda o mantém atrás de Omar na fotografia atual.​

Avaliação individual dos pré-candidatos

Omar Aziz (PSD):

Consolida-se como favorito absoluto, liderando espontânea e estimulada, com forte ancoragem no interior e vantagem consistente em qualquer combinação de adversários. O desafio para Omar é administrar a alta exposição e eventuais taxas de exclusão, mas, pelo recorte atual, ele entra na disputa em posição claramente dominante.​

David Almeida (Avante):

Mesmo sem autorização formal de pré-candidatura ao governo, o prefeito de Manaus surge como nome de oposição para encarar a disputa com  Omar, diminuindo a distância e tornando o pleito mais competitivo quando incluído nas simulações. Os resultados indicam que sua força,ainda que desgastada nos últimos dias, se apoia sobretudo no eleitorado da capital, mas com timidez no interior, ainda assim num patamar que o coloca em condições  próximas ao de um eventual segundo turno.​

Maria do Carmo Seffair (PL):

Mostra destaque relevante, especialmente em Manaus, onde já liderou disputas em pesquisas anteriores, mas hoje aparece atrás de Omar e, em cenários com David, tende a ocupar o terceiro lugar. Uma pesquisa sugere que Maria do Carmo enfrentou maior dificuldade de penetração no interior, o que limita seu potencial de crescimento estadual.​

Tadeu de Souza (Avante) e demais nomes:

Tadeu aparece de forma consistente na casa de um dígito, cumprindo mais o papel de coadjuvante que de protagonista na disputa atual. Outros possíveis pré-candidatos testados em cenários alternativos também não conseguiram romper a barreira de competitividade frente a Omar, funcionando mais como dispersão de voto do campo oposicionista.​

A pesquisa Ipen/Grupo 6 reuniu 1.504 participantes de 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais, distribuídas entre Manaus e 11 municípios do interior. O levantamento foi realizado entre 14 e 24 de novembro de 2025 e segue um desenho amostral probabilístico, com cotas baseadas em dados do Tribunal Superior Eleitoral.​

Quem foi pesquisado

A ficha técnica informa que o universo da pesquisa são participantes de 16 anos ou mais, de ambos os sexos, residentes em Manaus e nos 11 municípios selecionados do interior. A amostragem é estratificada por município e depois por perfil do eleitor, com cotas de sexo, idade e escolaridade definidas a partir do cadastro do TSE, o que garante proporções semelhantes ao eleitorado real.​

Sexo: a amostra é composta por homens e mulheres em proporções próximas à distribuição do eleitorado, com equilíbrio entre os dois grupos; a ficha técnica não divulga o percentual exato de cada sexo, mas registra o uso de cotas para manter essa proporção.​

Idade: há estratos para jovens (16 a 24), adultos (25 a 44) e faixas mais altas (45 a 59 e 60+), também refletindo a estrutura etária do eleitorado amazonense.​

Entre os entrevistados, 51,9% eram mulheres e 48,1% homens. Sobre escolaridade: 46,4% tinham ensino fundamental, 35,2% ensino médio e 18,3% ensino superior.

A ficha técnica que acompanha o relatório ressalta que o objetivo é garantir a representatividade estatística da população votante, e não fazer um retrato por profissão, por isso não há recorte detalhado por ocupação (como comerciantes, autônomos, servidores, etc.) nas matérias divulgadas. Quando muito, o relatório técnico interno pode separar “população economicamente ativa” e “não ativa”, mas essa informação não aparece na divulgação pública.​

Profissões e perfil socioeconômico

Nos textos e cartões publicados pelos portais do consórcio G6, não há tabela aberta com a distribuição dos entrevistados por profissão. O que se destaca é que a pesquisa fez entrevistas presenciais “de porta em porta” ou em pontos de fluxo, selecionando domicílios e personalidades conforme o plano amostral, sem focar em categorias ocupacionais específicas.​

Em termos metodológicos, isso significa que profissionais de diferentes áreas (comércio, indústria, serviço público, independentes, estudantes, aposentados etc.) entram na amostra de forma indireta, na medida em que moram nos setores e domicílios sorteados, não por uma cota explícita de “profissões”. Para um recorte ocupacional detalhado, seria necessário solicitar ao Ipen ou ao G6 que as tabelas internas se elas tivessem sido tabuladas, pois essa estratificação não aparece no material público.​

Em quais cidades os dados foram encontrados

A pesquisa cobre 12 municípios do Amazonas, sendo:

Capital: Manaus.

Interior: Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Maués, Presidente Figueiredo, Iranduba, Careiro, Borba, Autazes e Tefé.​

Segundo a ficha técnica, 1.504 entrevistas foram distribuídas entre Manaus e esses 11 municípios do interior, respeitando o peso do eleitorado de cada cidade. As entrevistas foram feitas de forma presencial, em domicílios, por pesquisadores treinados, respondendo questionário estruturado com perguntas de intenção de voto espontânea e estimulada, além de avaliação de governo e dados de perfil.​

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