EUA realizam Operação Militar na Venezuela e Trump anuncia captura de Maduro
Ataques atingem Caracas e outras três regiões venezuelanas; governo americano afirma que ditador foi retirado do país

OPERAÇÃO MILITAR ATINGE TERRITÓRIO VENEZUELANO
Os Estados Unidos conduziram uma ofensiva militar contra a Venezuela durante a madrugada deste sábado (3), com ataques registrados em quatro regiões do país. As explosões atingiram a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, provocando a declaração de estado de emergência nacional pelo regime venezuelano e a mobilização imediata das forças de defesa.
Testemunhas citadas pela agência Reuters e registros em redes sociais mostram explosões, aeronaves sobrevoando a região e colunas de fumaça preta em diversos pontos da capital a partir das 2h da madrugada (6h no horário de Brasília). Moradores também relataram queda no fornecimento de energia na zona sul de Caracas, próximo a uma importante instalação militar.
TRUMP ANUNCIA CAPTURA DO PRESIDENTE VENEZUELANO
O presidente americano Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para anunciar que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a operação. Segundo Trump, ambos foram retirados do território venezuelano por via aérea.
“Os EUA realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e retirado do país de avião, juntamente com sua esposa”, declarou o presidente americano.
Trump prometeu divulgar mais informações em entrevista coletiva marcada para as 13h (horário de Brasília). O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que Maduro “finalmente enfrentará a justiça por seus crimes”.
VENEZUELA DESCONHECE PARADEIRO DE MADURO
Em contraste com o anúncio americano, o governo venezuelano afirmou não ter informações sobre a localização de Maduro e sua esposa. A vice-presidente Delcy Rodríguez, em áudio divulgado pela televisão estatal, exigiu provas imediatas de que ambos estão vivos.
“Exigimos uma prova imediata de vida de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores”, declarou Rodríguez.
O ministro da Defesa Vladimir Padrino divulgou vídeo afirmando que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras em seu território.
REGIME CHAVISTA DENUNCIA VIOLAÇÃO INTERNACIONAL
O chanceler venezuelano Yvan Gil emitiu comunicado oficial rejeitando e denunciando a operação militar perante a comunidade internacional. O porta-voz classificou a ação como “grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos contra o território venezuelano e sua população”.
Segundo o comunicado, a operação constitui flagrante violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos artigos 1 e 2, que estabelecem o respeito à soberania dos Estados, a igualdade jurídica entre nações e a proibição do uso da força.
“Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas”, alertou Gil no documento oficial.
